Resenha – Labirinto

Resenha – Labirinto

Resenha - O Labirinto

Já faz algum tempo que li  Labirinto, de Kate Mosse. Mas, apesar da disso, lembro-me perfeitamente de sua história e de minhas impressões a seu respeito.

Na época em que o comprei, o tema “graal” estava em voga, Dan Brown vendia como água e vários títulos com o assunto estavam não só nas prateleiras, mas também entre os mais vendidos. Confesso que o tema me interessava muito e, dentre as opções, optei por este livro de desenho curioso e capa verde escura.

Comecei a lê-lo e logo parei por falta de tempo – era ano de vestibular. Depois das provas, retomei sua leitura para nunca mais parar. Com toda a certeza, este foi um dos livros que mais marcou minha curta e recente vida de literária.

Por mais que o tema tenha saturado e esteja fora de moda, o que mais toca o leitor é a habilidade com que a autora conduz a história, dividindo o livro em dois tempos: passado e presente. Contando histórias aparentemente desconexas, que pouco a pouco se encaixam, e recriando o período medieval e o moderno, Kate Moose mostra criatividade, perícia e bom gosto, apresentando cenários complexos muito bem construídos e acontecimentos inesperados.

Pergunto-me, inclusive, se não foi esse o livro responsável por me fazer ler tanto, frequentar bibliotecas e livrarias, comprar livros e todo o resto.

Indico-o para quem gosta de aventuras épicas, ama história – uma vez que, apesar de ficção, é um título que narra mundos que de fato existiram e existem – e, acima de tudo, aprecia livros bem escritos.

Por fim, “Labirinto” é uma obra que jamais esquecerei.

Autor:

Publicitário e administrador por formação, viciado em livros e um músico mal-compreendido pelos amigos. Responsável pela sessão literária do Lokotopia e pelo LivroCast. Tenta ser sempre eclético e levar todos ao fantástico mundo da literatura. Twitter, Facebook e Google+.

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