Resenha – Brumas da Ilha

Resenha – Brumas da Ilha

Brumas da Ilha

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Adoro quando um livro chega até mim por caminhos não muito tradicionais, sabe? Isso acontece quando não se está buscando um título específico, ou quando você nunca leu uma resenha sobre a obra, e as vezes nunca ouviu falar de quem escreveu. Mas aí alguém aparece do nada com um convite e você resolve encarar. Foi assim que conheci “Brumas da Ilha” e sua autora, Bianca Furtado.

Em um sábado ensolarado uma amiga me chamou para participar de uma reunião de um grupo de estudos do Sagrado Feminino e me disse que haveria um lançamento de um livro junto. Eu sempre simpatizei com o assunto, e se você já leu Clarissa Pinkola Estés ou Marion Zimmer Bradley tenho certeza que vai entender do que estou falando.

Bianca R. Furtado é uma florianopolitana apaixonada por magia e apresentou seu livro sentada embaixo de uma árvore no meio de um imenso jardim em uma pousada no Rio Vermelho, que fica na cidade de Florianópolis.

Ao redor da escritora, várias mulheres vestindo longas saias ficaram sentadas ouvindo sua história.

No século 18 durante a imigração portuguesa para Nossa Senhora do Desterro, um grupo de mulheres fugidas do arquipélago dos Açores aporta na futura ilha de Florianópolis sem registro nenhum. Quem eram essas mulheres? Do que fugiam?

A cultura pagã praticada por elas continua em suas novas vidas e assim surgem as primeiras histórias de bruxas que ainda são muito fortes no dia a dia de Floripa.

O livro foi escrito em 2005 e se passa nos Açores e no Brasil. Para escrever a parte “estrangeira” Bianca fez uma intensa pesquisa, incluindo internet, já que nunca havia visitado o arquipélago. Nesta época foi necessário contar com uma forte imaginação e intuição pois não haviam muitas informações disponíveis, principalmente sobre a Ilha das Flores e a Ilha do Corvo, principais cenários da obra.

O resultado ficou tão bom que quando o livro chegou em Portugal perguntaram quando a autora havia estado naquelas terras.

Embarcar em “Brumas da Ilha” é uma viagem bastante feminina, leve, instrospectiva, meio bruxólica e histórica também.

Mas não se engane, o livro é ficção. Ou deveria ser, enfim, para quem acredita em magia tudo é possível.

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Autor:

Louco por definição, formando em Comunicação Social Publicidade e Propaganda, músico, compositor, blogueiro, nerd, geek, esposo da @eericarocha, pai da tartaruga tigre d'agua Trash, da salsicha Punk, do boxer Rocky e Atendimento e Planejamento na @lets_talk. Twitter, Facebook e Google+.

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