Resenha – A Sombra do Vento

Resenha – A Sombra do Vento

Resenha - A Sombra do Vento

É difícil para mim escrever sobre este título.

Já faz algum tempo que tive a oportunidade de lê-lo pela primeira vez, ainda em minha adolescência. E além de ser até hoje o meu livro favorito, considero-o um marco. Um divisor de águas, sonhos e exemplos, principalmente no que tange minha vida literária.

Então, desde já, peço desculpas pelo excesso de subjetividade e hipérboles na resenha de hoje. Vocês certamente também têm seus livros favoritos e compreenderão o que quero dizer.

Vamos lá.

Depois de ler A Sombra do Vento, uma das tarefas mais difíceis que se pode ter é a de classificar este tão fascinante livro. Dono de um enredo que mistura suspense, mistérios e romance, a enxurrada de acontecimentos e emoções que preenche as páginas dessa obra é capaz de transformar qualquer simples leitor em um viciado por letras e devorador de páginas.

Considero-o um caleidoscópio de gêneros em uma estória para todas os gostos. Tudo muito bem costurado na hábil narrativa de Carlos Ruiz Zafón.

Outra tarefa complicada é a de explicar o que se sente e pensa ao longo das páginas, quando julgo ser este um livro perfeito.

Com palavras escolhidas a dedo, o autor conduz o leitor à momentos de euforia, felicidade, tristeza, curiosidade e esperança. Revela uma Barcelona encantadora e perigosa, na qual histórias e personagens se misturam como elementos de uma mágica propositalmente preparada para surpreender e apaixonar.

Sobre a Barcelona descrita, ainda, uma consideração: nunca tive a menor curiosidade de conhecê-la; agora, graças a Zafón, não paro de imaginá-la.

É difícil não se sensibilizar com a história de Daniel. Impossível não invejar o amor de Julian, sonhar com a inocência de Bea e a quase intangível amizade de Miguel – considerações essas que senti-me obrigado a anotar findada a leitura.

Afora isso, certamente faltará ao leitor capacidade de conter a vontade de ler e reler este exemplar. Bem como procurar e mergulhar nos demais romances contidos no mesmo universo do Cemitério dos Livros Esquecidos – O Jogo do Anjo e O Prisioneiro do Céu.

Por si só, “A Sombra do Vento” recria o prazer e a importância da literatura. A aura envolta na escolha do primeiro livro e as implicações de tal experiência conduzem o enredo do início ao fim, e, como o protagonista, vi-me motivado a descobrir mais sobre o próprio autor.

Como última confissão, encontrei amigos nas páginas deste título. E ainda hoje, se alguém me pedisse uma indicação de leitura, a resposta estaria na ponta da língua.

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LivroCast 026 sobre o livro "A Sombra do Vento"

Autor:

Publicitário e administrador por formação, viciado em livros e um músico mal-compreendido pelos amigos. Responsável pela sessão literária do Lokotopia e pelo LivroCast. Tenta ser sempre eclético e levar todos ao fantástico mundo da literatura. Twitter, Facebook e Google+.

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