LivroCast 074 – Fahrenheit 451

LivroCast 074 – Fahrenheit 451

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Sejam todos muito bem-vindos ao LivroCast de número setenta e quatro. No podcast de hoje, Marcelo Zaniolo (@celo_zaniolo) , Domenica Mendes (@domenica_mendes) e Rodrigo Rahmati (@rodrahmati) conversam sobre um dos clássicos da literatura distópica, o livro "Fahrenheit 451" do autor americano Ray Bradbury.

No LivroCast 074: Quem é o autor, qual foi o processo de escrita deste livro, interpretações, distopia, o que há de real na obra e muito mais.

Tratamento e Decupagem dos Áudios: Luís Beber.

Edição e Revisão: Marcelo Zaniolo.

Tempo de Duração: 82 minutos.

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Comentados no Programa 

Trilha Sonora do Episódio:

  • Trilha oficial do filme "Fahrenheit 451"
  • Franz Ferdinand - This Fire
  • Rachel Bloom - Fuck Me, Ray Bradbury
  • Scott Innes - A Fireman They Called An Angel

Críticas, Sugestões e Dúvidas

  • E-mail: livrocast@lokotopia.com.br
  • Twitter: @LivroCast

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Informações Sobre o Episódio

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Autor:

Publicitário e administrador por formação, viciado em livros e um músico mal-compreendido pelos amigos. Responsável pela sessão literária do Lokotopia e pelo LivroCast. Tenta ser sempre eclético e levar todos ao fantástico mundo da literatura. Twitter, Facebook e Google+.

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  • Jeff Ettore

    Acabei de ler. Mais um graças ao LivroCast. Mano, fazia tempo que um livro não me incomodava e fazia ficar pensando a cada pausa de leitura. Como estou acostumado a leituras rápidas e mais rasas, ler F-451 me fez muito bem. Parabéns e obrigado.

    • LivroCast

      Não é? Esse livro me fez parar a cada diálogo quase, não a toa, como comentei, tenho um bloco de anotações ENORME referente ao Fahrenheit 451! Hehe… Fico muito feliz em ver que você confiou em nossas opiniões, e mais ainda ao ver que você aprovou a leitura. Forte abraço, amigo. E obrigado por tudo! o/

  • Artur

    Pessoal, mais um excelente livrocast. Só vim discordar quanto ao fato da guerra ser uma “surpresa”. Em algumas passagens no livro me parece claro que aquele país meio que vive em guerra ou está em uma guerra ou uma guerra está para estourar.
    Exemplos disso:
    “O relógio oral lamentava a hora fria de uma manhã fria de um ano ainda mais frio. — Qual é o problema, Montag? Montag abriu os olhos. Um rádio zumbia em algum lugar: “… a guerra pode ser declarada a qualquer momento. O país está preparado para defender seu…”. O quartel dos bombeiros estremeceu quando um grande número de jatos passou assobiando uma única nota pelo negro céu matutino.” Página 45.
    “Os bombardeiros cruzavam e tornavam a cruzar o céu sobre a casa, ofegando, murmurando, assobiando como um ventilador imenso, invisível, girando no vazio. — Santo Deus — disse Montag. — Toda hora essas malditas coisas no céu! Por que diabos esses bombardeiros passam lá em cima a todo instante de nossas vidas! Por que ninguém quer falar sobre isso? Desde 1990, já fizemos e vencemos duas guerras atômicas! Será porque estamos nos divertindo tanto em casa que nos esquecemos do mundo?” Página 70.
    “Uma frota de bombardeiros estava passando para o leste durante todo o tempo em que conversavam, e só agora os dois pararam para escutar, sentindo nas entranhas a vibração do grande ruído dos jatos. — Paciência, Montag. Deixe que a guerra desligue as “famílias”. Nossa civilização está voando aos pedaços. Afaste-se da centrífuga.”
    “Montag saiu do metrô com o dinheiro no bolso (tinha ido ao banco, que ficava aberto a noite toda, robôs atendendo nos guichês dos caixas) e, enquanto caminhava, ouvia a radioconcha num ouvido… “Mobilizamos um milhão de homens. Se a guerra vier teremos uma vitória rápida…” Uma enxurrada de música engolfou a voz, que se foi. “Dez milhões de homens mobilizados”, cochichou a voz de Faber na outra orelha. “Mas diga apenas um milhão. É mais alegre.” Página 84.
    “— Quando vocês acham que a guerra irá começar? — disse ele. — Notei que seus maridos não estão aqui hoje. — Ah, eles vão e voltam, vão e voltam — disse a sra. Phelps. — Finnegan vive indo e voltando. O Exército chamou Pete ontem. Ele estará de volta na semana que vem. Assim disse o Exército. Uma guerra rápida. Quarenta e oito horas, segundo disseram, e todos estarão de volta para casa. Foi o que o Exército disse. Uma guerra rápida. Pete foi chamado ontem e disseram que ele estaria de volta na semana que vem. Bem rápido…” Página 86
    “Chegando pelos fundos, Montag entrou no banheiro masculino. Através da parede de alumínio, ouviu uma voz no rádio anunciar: “Foi declarada a Guerra”. Página 109
    Enfim, por aí vai….
    De fato, o que mais eu questionava era sobre como seriam os inimigos enquanto eles falavam da guerra. Se eram tão alienados quanto o pessoal do país de Guy, se esse era um modelo de desenvolvimento e alienação global, etc.
    Valeu e parabéns pelo Livrocast.

  • Artur

    Pessoal, mais um excelente livrocast. Só vim discordar quanto ao fato da guerra ser uma “surpresa”. Em algumas passagens no livro me parece claro que aquele país meio que vive em guerra ou está em uma guerra ou uma guerra está para estourar.
    Exemplos disso:
    “O relógio oral lamentava a hora fria de uma manhã fria de um ano ainda mais frio. — Qual é o problema, Montag? Montag abriu os olhos. Um rádio zumbia em algum lugar: “… a guerra pode ser declarada a qualquer momento. O país está preparado para defender seu…”. O quartel dos bombeiros estremeceu quando um grande número de jatos passou assobiando uma única nota pelo negro céu matutino.” Página 45.
    “Os bombardeiros cruzavam e tornavam a cruzar o céu sobre a casa, ofegando, murmurando, assobiando como um ventilador imenso, invisível, girando no vazio. — Santo Deus — disse Montag. — Toda hora essas malditas coisas no céu! Por que diabos esses bombardeiros passam lá em cima a todo instante de nossas vidas! Por que ninguém quer falar sobre isso? Desde 1990, já fizemos e vencemos duas guerras atômicas! Será porque estamos nos divertindo tanto em casa que nos esquecemos do mundo?” Página 70.
    “Uma frota de bombardeiros estava passando para o leste durante todo o tempo em que conversavam, e só agora os dois pararam para escutar, sentindo nas entranhas a vibração do grande ruído dos jatos. — Paciência, Montag. Deixe que a guerra desligue as “famílias”. Nossa civilização está voando aos pedaços. Afaste-se da centrífuga.”
    “Montag saiu do metrô com o dinheiro no bolso (tinha ido ao banco, que ficava aberto a noite toda, robôs atendendo nos guichês dos caixas) e, enquanto caminhava, ouvia a radioconcha num ouvido… “Mobilizamos um milhão de homens. Se a guerra vier teremos uma vitória rápida…” Uma enxurrada de música engolfou a voz, que se foi. “Dez milhões de homens mobilizados”, cochichou a voz de Faber na outra orelha. “Mas diga apenas um milhão. É mais alegre.” Página 84.
    “— Quando vocês acham que a guerra irá começar? — disse ele. — Notei que seus maridos não estão aqui hoje. — Ah, eles vão e voltam, vão e voltam — disse a sra. Phelps. — Finnegan vive indo e voltando. O Exército chamou Pete ontem. Ele estará de volta na semana que vem. Assim disse o Exército. Uma guerra rápida. Quarenta e oito horas, segundo disseram, e todos estarão de volta para casa. Foi o que o Exército disse. Uma guerra rápida. Pete foi chamado ontem e disseram que ele estaria de volta na semana que vem. Bem rápido…” Página 86
    “Chegando pelos fundos, Montag entrou no banheiro masculino. Através da parede de alumínio, ouviu uma voz no rádio anunciar: “Foi declarada a Guerra”. Página 109
    Enfim, por aí vai….
    De fato, o que mais eu questionava era sobre como seriam os inimigos enquanto eles falavam da guerra. Se eram tão alienados quanto o pessoal do país de Guy, se esse era um modelo de desenvolvimento e alienação global, etc.
    Valeu e parabéns pelo Livrocast.

  • SmokeE3 .

    Olá á todos, gostaria de dizer que gostei muito do cast, sem dúvida é um dos meus livros favoritos por ter uma leitura muito simples e resumida. Se fosse escrito hoje, o redator ia obrigar o sr. Bradbury á incluir umas 300 páginas…

    Sobre o podcast, a Domenica Mendes diz “eu não em nenhum momento alguém se questionando se existe uma guerra ou não” pq pelo que ela disse, ela se surpreende por chegar no fim e eles dizerem “vai estourar uma guerra” e como se isso fosse a primeira vez mencionada.
    Mas na verdade, pelo que eu lembrava era dito bem antes, tanto é que quando disseram que a guerra ia acontecer, eu nem me surpreendi. Procurei aqui e logo no início já é mencionado (lá por volta dos 20%):
    “A radio hummed somewhere. “. . . war may be declared any hour. This country stands ready to defend its–”
    The firehouse trembled as a great flight of jet planes whistled a single note across the black morning sky.
    Montag blinked. Beatty was looking at him…”
    Isso é antes de Montag discutir com a esposa ou de ele discutir com o Capitão Beatty.
    Depois disso ainda há uma discussão de Montag com sua esposa “pq que ninguém está falando da guerra?”

    Então ele deixou transparecer a guerra bem antes do que vocês mencionam.

    • Amigo, tudo bem? Obrigado por seu comentário. E que bom que acertamos no tema do episódio! Hehe… Lembro da minha leitura e releitura de que eu sentia sim o clima de guerra no ar, apesar de não saber afirmar quando e onde. Como li em português, confesso também que não recordo exatamente dessas frases na obra. Mas o que importa, e que acho ter sido o caso da Domênica, é que a guerra fica BEM em segundo plano. Não faz parte da trama central do livro, como em 1984, por exemplo. Enfim! Hehe… Obrigado por nos ouvir e desculpe a demora em te retornar. Grande abraço! o/

    • Olá, tudo bem?
      Excelentes colocações!
      Na maior parte das distopias existe um plano de guerra, exatamente como existem várias guerras acontecendo literalmente e exatamente agora.
      O que me chamou a atenção nessa obra é que ao final, isso vem à tona. Provavelmente, como você nos mostrou com esses trechos, isso já era conhecido, só não era trazido ao plano central.
      Essa é uma excelente oportunidade para chamar a atenção para o fato e nos fazer refletir sobre o que fazemos em nosso dia a dia.
      Obrigada por nos ouvir.

  • SmokeE3 .

    Algo que não ouvi e nem em outros podcasts sobre esse livro, é como é explicado no livro o porquê de os livros serem queimados, e isso é uma explicação dada pelo capitão dos bombeiros: “Coloured people don’t like Little Black Sambo. Burn it. White people don’t feel good about Uncle Tom’s Cabin. Burn it. Someone’s written a book on tobacco and cancer of the lungs? The cigarette people are weeping? Bum the book. Serenity, Montag. Peace, Montag. Take your fight outside. Better yet, into the incinerator. Funerals are unhappy and pagan? Eliminate them, too.”

    Esse ponto é algo que deve dar medo á muitos de comentar, mas o motivo de queimarem os livro não é algo estabelecido pelo governo, e sim pela própria demanda da população.
    Por mais que hoje estejamos em uma grande sociedade com liberdade de expressão, essa liberdade ás vezes é oprimida pela mesma sociedade, e esse é um dos principais pontos que o escritor quês mostrar.
    Depois de terminado o livro, ele fala que como escritor teatral, teve uma vez que ele escreveu uma peça e normalmente todas as peças dele era aceitas, ele foi perguntar o porquê que não foi aceita, e foi dito á ele que o motivo era bem simples: se não há o papel para uma mulher na peça, ela não poderia ser exibida.
    E isso é algo que eu vejo muito, não só em livros mas também na maioria das outras mídias, os criadores estão e são forçados á remodelar a sua criação para que seja aceita pela sociedade. Isso vai desde a inclusão de personagem de certo gênero/forma até a obrigação de fazer a obra mais curta ou extensa. E onde fica a liberdade do artista nesse processo?

    • Poxa vida, não falei disso no episódio? Fiz um textão no meu bloco de notas sobre. Vou até reouvir a conversa para conferir! Hehe.. Se não foi ao ar, peço desculpas, mas eu realmente queria ter falado. Acho um ponto importante. Mas EXTREMAMENTE perigoso, até mesmo de se comentar em um episódio curto de podcast. Concordo e discordo, em diversos pontos, então seria um debate enorme! Haha… Mas que bom que você tocou no assunto. Acho ela uma boa reflexão do livro sim. Grande abraço! o/

  • Pedro Luiz Souza Pinheiro

    O livro me foi um tanto decepcionante. Depois de ler 1984 e Admirável mundo novo, vi alguns sites colocarem o Fahrenheit no mesmo patamar. Não encontrava o livro em lugar algum, até ganhá-lo de natal. Por mais que tenha visto e me admirado com diversas metáforas expostas pelo autor, não achei nada de tão grandioso, e infinitamente inferior ao 1984, Revolução dos Bichos e Admirável mundo novo. Estes três, li como se flutuasse por uma escrita boa, intrigante e desafiadora, enquanto no Fahrenheit, foi como se tivesse de passar Merthiolate numa feria: faria bem, mas o processo arderia um pouco. E não era uma ardido no sentido de “O que não mata deixa mais forte”, era algo incômodo e inútil. Uma simples leitura muito inferior a outras distopias. Por mais que não tenha gostado tanto, o livro valeu a leitura pela ambiguidade do antagonista, no final, senti que ficou em aberto se ele queria morrer ou não, se ele repudiava a leitura ou não, e se ele era um leitor assíduo e apaixonado que se viu colocado contra a parede ou se ele soube se tornar um objeto do meio. Isso valeu a leitura toda, mesmo sendo infinitamente inferior às outras distopias mencionadas. Ótimo episódio!

    • Amigo, desculpe pela demora em te responder. E obrigado pelo seu comentário franco! Hehe… Aliás, a comparação com o Merthiolate foi ótima! Haha… Eu entendo e aceito sua colocação, até porque este livro é sim bem mais leve que os demais. Ou menos ambisooso, talvez. Mas eu gosto muito da leitura ainda assim =/ Haha… O que importa é se tirar proveito de pelo menos parte do processo. Grande abraço! E obrigado por nos ouvir! o/

      • Pedro Luiz Souza Pinheiro

        Po, cara, tranquilo, nem esperava resposta kkkkk Mesmo não curtindo muito, assumo que foi parte culpa minha, por não encontrar o livro me lugar algum, minha expectativa foi crescendo muito, muito, muuuuuuuuito hahahhaa a ideia central é fodida, eu já tinha criado um milhão de histórias na minha cabeça hauhauahuah enfim, assisti a adaptação cinematográfica e achei muito boa mesmo, uma das melhores que já vi de clássicos assim, não tem o Sabujo, mas o filme é do meio do século passado, é perdoável eles não terem ousado. Bom, fica aí a dica, achei o filme muito bom. E, outra coisa… Livrocast Saramago não rola? kkkkkk Tô lendo o Ensaio sobre a cegueira, mas já li o Evangelho Segundo Jesus Cristo e achei maravilhoso. Procurei algum podcast de vocês sobre alguma obra dele e não encontrei… Enfim, espero não ter te atingindo muito com a minha opinião negativa do livro, porque sei que dói quando alguém não ama o que amamos huahauahuahauha Valeuzão ;)

        • Não, sem problema algum! Haha… Eu sei lidar com opiniões contrárias às minhas, sem problema nenhum! Hehe… E eu já assisti o filme também, gostei muito. Sobre o LivroCast sobre Saramago, infelizmente não rola =/ O projeto terminou mês passado e não teremos mais novos episódios, infelizmente. Mas ele é sim um autor (dos vários) que faltou ser falado aqui. Forte abraço! o/

  • Pedro Luiz Souza Pinheiro

    Vale dizer também que o texto do autor sobre a metáfora de queimar um livro, é muito melhor que o livro todo huahuahauhauhauhauhauah