Julgando Pela Capa – O Diário de Helga

Julgando Pela Capa – O Diário de Helga

No Julgando Pela Capa de hoje, falaremos do livro O Diário de Helga, de Helga Weiss. Um título que ganhei em uma promoção do excelente podcast Café com Polêmica (também catarinense, veja você) e que eu não poderia deixar de comentar por aqui.

Vamos à sinopse:

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“Filha de um bancário e de uma costureira, Helga Weiss começou a escrever um diário quando tinha apenas oito anos e seu país, a Tchecoslováquia, acabava de ser ocupada pelas tropas da Alemanha nazista.

As transformações do cotidiano dos 45 mil judeus de Praga foram registradas através do seu olhar infantil: o pai ficou sem trabalho; passou ser obrigatório andar com as infames estrelas amarelas costuradas à roupa e, o que mais revoltou Helga, como outras crianças judias, ela foi proibida de frequentar a escola. Tudo isso empalideceu, porém, tiveram início as deportações.

Em 1941, Helga e seus pais foram enviados ao campo de concentração de Terezín, onde a menina continuou a escrever sobre o cotidiano com riqueza de detalhes. E, seguindo recomendação feita pelo pai, a desenhar tudo o que via. Apesar das precárias condições de moradia, da fome e das doenças, a garota escreveu também momentos de alegria, esperança e até a descoberta do amor.

Em 1944, antes de Helga e a mãe serem enviadas para Auschwitz, seu diário e seus desenhos foram escondidos em um muro pelo tio que trabalhava no departamento de registros em Terezín. E foi assim que esse precioso documentos sobreviveram à guerra.

Neste livro, encontra-se o diário completo, acrescido dos relatos sobre sua passagem por outros campos de concentração e de uma reveladora entrevista dada por Helga ao tradutor Neil Bermel, autor da versão em inglês. Entre as ilustrações, encontram-se dezesseis desenhos feitos em Terezín, além de fotos de álbuns de família e outros documentos.

É um tocante testemunho de um momento histórico que não pode ser esquecido”.

Expectativas: Como se o que está escrito na orelha do livro não bastasse para me motivar a ler, o texto da contracapa conseguiu chamar ainda mais a minha atenção. “Das 15.000 crianças que foram para o campo de concentração de Terezín, calcula-se que apenas 100 estavam vivas no final da guerra. Helga Weiss foi uma delas”.

Prometendo ser forte, a certo ponto ingenuo e triste, este é um livro que considero de leitura obrigatória pelo conteúdo que reúne e, principalmente, pelo relato posterior feito pela sobrevivente. Um relato que provavelmente me levará as lágrimas e que, como consta na própria sinopse, versa sobre um momento que não pode ser jamais esquecido.

Vamos ler?

Autor:

Publicitário e administrador por formação, viciado em livros e um músico mal-compreendido pelos amigos. Responsável pela sessão literária do Lokotopia e pelo LivroCast. Tenta ser sempre eclético e levar todos ao fantástico mundo da literatura. Twitter, Facebook e Google+.

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